Tu és barco,
És vela,
E és timoneiro
Enfrentas com audácia
O mar inteiro
Navegas pelas ondas revoltas
Segues a linha do horizonte
Remendas com teu cabelo as velas rotas
Abraças com força o mais agreste monte.
És a bússola que a direcção indica
O azimute de quem perdido andou
A estrela que o norte identifica
És a dor que no meu coração ficou.
És força da natureza
És chuva, sol e furacão
És do trato a lhaneza
És exemplo neste mundo cão.
Que a tinta não acabe no tinteiro
E que a caneta o mais alto
sentimento eleve
Para assim te escrever ao mundo inteiro
Até que a morte me leve.
António Maria
Cedido por: António Maria
