Milfontes ao pôr do Sol

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O rio é um espelho de sombras quietas
E o sol brilha dentro d’água
No meio das casas de portas abertas
E o castelo arde, há chamas nas janelas
Mas é só o pôr do sol a refletir-se nelas

Mais meia hora e tudo escurece
O manto da noite de repente desce
Fica ainda uma luz de azul turquesa
Espelhando no céu a sua beleza

Apresso o passo, volto para casa
Começa a estar frio, sinto um arrepio
Mas o céu de cores mil e o cheiro a maresia
Enchem o meu íntimo de pura alegria

Maria Margarida Marques

 

Cedido por: Margret Mendes

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