Fruto Proibido

Doce!

Me chegas sabor

Sentindo o que proíbes

Por toda a lasca tua, pitada da condição,

Do aroma que manda parar,

Seja no colher,

Ou na marca de ti.

Fruto proibido, apetecido,

Fica o subir do perigo

No dizer consciente da paragem.

Mas a vontade,

Essa senhora da contradição,

Move a ansiedade,

Mexe no coração,

Sem lembrar

Quantos são os riscos,

Ou medos,

Quando o fruto se acabar.

 


Lisboa, 22 de Outubro de 2004

 


António Maria


 


Cedido por António Maria

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