Esperança

Preciso desenlear as correntes

Com que o meu coração está acorrentado,

Preciso esquecer..

Dores constantes e

intermitentes...

Preciso de dar voz ao passado.

Que tipo de homem seria se me recusasse a sonhar?

Quem sou eu senão o meu passado?

Não sei! Nem quero nisso pensar.

Seria talvez um todo cheio de nada,

Uma erva daninha que tudo envenena,

Uma alma vazia dum ser malfadado,

Um ser pequenino destinado a penar.

Persigo os meus sonhos com força tenaz

E carrego comigo os erros do passado

Com paz interior e alma serena,

Convicto de que.....

O passado o futuro me trás

Porque um homem sem passado....

É um ser malfadado....

E não tem futuro que valha a pena.

Não posso e nem devo deixar de sonhar

Encarregarei o amor de ao silêncio..

Dar voz..

E direi bem alto que me recuso..

A participar na matança.

E se como poeta sou porta voz dos sonhos,

Versejando eu farei lembrar,

Que nada no mundo será mais atroz,

Que participar...

Na morte da esperança.

 

12/04/06 ás 22H35

António Maria

 

Cedido por: António Maria

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